sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Personalidades 3

A figura da vez é a Jairo. "A Jairo" mesmo, não está errado. A origem do apelido, como de costume, é meio sem nexo. O apelido começou assim: Fernanda (batismo); Corujinha (semelhança física); Coruja(simplificando); Ja-ru-co (ao contrário); Jaru (diminutivo); Jairo (mais fácil!). Jairo é amiga desde sempre. Jairo morava no PCC. Jairo é psicóloga. Jairo foi madrinha do meu casamento. Eu fui padrinho do casamento da Jairo. Jairo é casada com o Puff. Jairo pretende ter 6 (seis) Jairinhos. Jairo é irmã do Coelho. Jairo é irmã do Gambá. Jairo é uma ótima cozinheira. A Jairo só faz festa maneira.

Pode soar estranho, mas pra mim, de tanto falar Jairo me referindo à ela, Jairo já virou nome de mulher na minha cabeça.

Uma vez, entreguei um bilhete pra Edileuza escrito "Jairo fone 0000-0000" e lhe disse para telefonar e me passar a ligação. Assim foi feito:

- "Alô"

- "Alô... é... a senhora pode me passar para o Sr. Jairo?" disse Edileza

- "Pode falar"

- "Não, eu gostaria de falar com o Sr. Jairo"

- "Sou eu mesmo. É que o babaca do Juninho me chama de Jairo"

Então, Edileuza afasta o telefone da boca e me fala: - "Junior, tem uma mulher no telefone dizendo que é 'A Jairo'; você atende?" O melhor de tudo é que eu nem pensei na piada, foi sem querer mesmo.

ligação importante

-"Alô, boa tarde. O Luis está?" - interlocutor 1 -"Não, ele saiu. O senhor quer deixar algum recado?" - interlocutor 2 -"É o Philipe. Você pode avisar pra ele que eu liguei, por favor." - interlocutor 1 -"É o Presidente???" - interlocutor 2 -"Sim, sou eu!" - interlocutor 1 -"Pode deixar que eu aviso à ele, Presidente. É a Edileuza, aqui do escritório dele. É um prazer falar com o senhor" - interlocutor 2 Ela me passou o recado toda feliz. Não tem a menor idéia do que diabos ele preside... O Ph adora isso. É muito fanfarrão.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Personalidades 2

A personalidade da vez é o Chaves, goleador do Ellite. O cara é um fenômeno: são 627 gols em 325 jogos (até 29/01/2010). Além disso, ele é um exemplo dentro e fora de campo, incentivando, animando e contagiando a todos com seu alto astral e bom humor. Então, o blog resolveu dar um presente ao ilustre leitor, passando um dia inteiro ao lado do Chaves. Tenham todos um bom dia. Por volta das 08:00h, ele desperta e recebe gentilmente nossa equipe: - "Vocês vão ficar muito tempo aqui?!?!?" Levanta, lava o rosto e senta à mesa para degustar um sortido café da manhã: -"Odeio mamão, mas é a única fruta que faz bem ao meu estômago. A ameixa tá cara e vem sempre verde; já reclamei, mas o feirante sempre inventa uma desculpa." No caminho do trabalho: - "O metrô tá insuportável! Sempre cheio. Não dá nem pra arrumar uma cadeira, pois logo tem um velho querendo sentar. Essa hora da manhã e eles já estão cansados.." Chega ao trabalho e logo recebe a 1ª tarefa: - "Não dou bom dia mesmo não! A chefe vem logo cedo com uma pilha de coisas pra fazer... o que que tem de bom nesse dia?" Na hora do almoço: - "R$ 18,90 um kilo de comida?!?! Com esse valor eu compro 10 kg de frango. Ô cozinheiro, essa carne assada tá dura pra cacete!" No cafezinho: - "Não sei o que que eu tô fazendo aqui; nem gosto de café. Fico aqui olhando esse bando de viciado. Vão ficar com os dentes amarelos e aquele bafo de cafeína!" No retorno ao lar doce lar: - "O Zé (porteiro) é chato pra caramba... Pra ele o Botafogo, o Lúcio Flávio e o Genival Lacerda são as melhores coisas do mundo. Outro dia o filho dele veio pedir presente de natal... moleque burro; ainda acreditava em papai noel. Mandei a real e ele saiu chorando. É bom ir se acostumando com a realidade!" Ele rapidamente pega a chuteira e sai correndo pro aterro, pois é dia de jogo do Ellite. Lá: - "Marcio, você tá atrasado de novo?!?! Vai começar de fora!" O jogo é quente. Chaves está nos seus dias e garante a vitória com 4 golaços. Sai de campo e parece leve, zen, tranquilo, QUASE abre um tímido sorriso, à la Mona Lisa. Nossa equipe vai ao seu encontro, lhe parabeniza e quer saber o que ele achou da partida: - "O outro time só tinha mulambo; o Juninho só toca a bola pro PH; o juiz é retardado; o Aterro tá mal iluminado; o Felipe não toca de primeira..." Só nos resta desejar-lhe bons sonhos. Fiquem com a poesia da música do Chaves:

video

caso não visualize, acesse: http://www.youtube.com/watch?v=E6fk3xnTLak

Segue a letra: Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda Amanhã velho será, velho será, velho será A menos que o coração, que o coração sustente A juventude, que nunca morrerá!

Existem jovens de oitenta e tantos anos E também velhos de apenas vinte e seis Porque velhice não significa nada E a juventude volta sempre outra vez! E você é tão jovem quanto sente Pode apostar: é jovem pra valer E velho é quem perde a pureza E também é quem deixa de aprender!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

convidados 2

O convidado da vez é o Marcio. Estamos sempre juntos. Por isso, todos dizem que somos namorados; seria incesto, pois o considero um irmão, de verdade. Vamos ver o que o flamenguista fanático nos conta. "Subíamos as escadas rolantes ansiosos... afinal, era a chance do Flamengo ir à libertadores de novo. Bastava ganhar do Atlético-PR e o Cruzeiro perder que a vaga estava garantida. Entramos no Maraca com as cadeiras Beto (grátis - gosto muito!) e fomos, de penetra, para o Camarote da empresa que meu tio trabalha. Ele não estava. Fingimos que éramos da galera. Nos deparamos com um banquete de primeira. Petiscos, salgadinhos, pizzas, cachorros quente e muuuita cerveja. Identificamos logo o manda-chuva do camarote. As "bolinhas" começaram a pintar na TV do camarote, indicando os gols da rodada. Gol do Paraná contra o Santos (que também estava brigando pela vaga, mas seu placar nao interferiria nos interesses do Fla). O camarote inteiro vibrava, e eu nervoso e ciente da tabela gritava para todos: "O que importa é o Cruzeiro, esquece o Santos!!!". Nada foi comentado a respeito. Mas cadê o Juninho nessa história toda? Percebi que ele não estava nem aí para o jogo. De costas pro campo, ele comia e bebia de tudo. O jogo comendo solto, clima tenso, e ele me chama com a voz baixa: "Marcio, olha o salgadinho que eu inventei"..... ele coloca amendoim dentro de uma azeitona sem caroço, fazendo uma espécie nova de sanduíche. O animal tava ali só para roer. Uns 5 minutos depois, outro gol do Paraná. Festa no camarote. E eu esbravejava: "Calma pessoal,o que importa é o Cruzeiro!!!" Fim do primeiro tempo, Fla 0 a 0; Santos empata, o camarote desanima, e eu: "O que importa é o Cruzeiro!!!" Mas todos me ignoravam... deviam estar pensando..."quem é esse cara??" A essa altura o Juninho e eu já tínhamos nos ligado na importância de sempre agradar ao manda-chuva. Bastava o copo de whisky ficar vazio, que a gente providenciava logo um refil para ele. O cara tava se amarrando. Segundo tempo e logo o Fla faz dois a zero (Renato Augusto e Juan); ao mesmo tempo o Santos vira e eu insistia: "O que importa é o Cruzeiro caramba!!!". O segundo tempo ia se encaminhando para o fim e finalmente o Cruzeiro toma um gol . O jogo acaba, Mengão tava na Libertadores! “Agora podem comemorar!!!” – gritei. Então, chamei o manda-chuva e mais uns gatos pingados que estavam perto, fizemos uma roda e puxei um brinde:"Esse pessoal que veio hoje aqui mostrou que é pé quente. Temos que manter essa união sempre. Ou seja, ano que vem todos juntos no Camarote em TODOS OS JOGOS!!!!! 1,2, 3,....MENGO!!!!!!!!!!!!!!" Todo mundo doidão adorou meu discurso, aplaudiram e concordaram. Roemos mais um pouco e fomos embora porque o lugar ia fechar ( por nós ficaríamos até o final do Fantástico). Ano seguinte, naturalmente, não fomos a nenhum jogo de camarote porque ninguém nem lembrou da nossa existência. Nem precisava, esse dia valeu pelo campeonato todo!"

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Personalidades 1

Mais uma estréia. Dizem que o essencial é invisível aos olhos... Pois bem, esta seção é uma homenagem à amizade, mais precisamente aos meus amigos. Nela, vou apresentá-los: quem são e o que representam pra mim. E ninguém melhor pra começar do que o Beto (citado no flashes 2). Beto é aquele amigo que só de olhar traz cada lembrança... hoje nos encontramos somente nos nossos aniversários mas, há 25 anos, era da seguinte forma: Qualquer coisa na casa dele se transformava em trave, rede, obstáculo, bola etc. A bola era de papel com fita crepe; a trave era debaixo da mesa de pingue-pongue ou no armário ou entre os vasos de plantas; a rede de volei eram as cadeiras da varanda etc. Rolava campeonato de corrida, volei, cabeçada, gol a gol, botão, basquete... a gente pegava a tabela da revista placar e fazia todos os jogos do campeonato italiano, espanhol, belga, turco, paraguaio, cearense... sem contar a confecção dos botões e goleiros de botão que fazíamos, recortando as caras dos jogadores, que vinham na revista. A corridas eram sensacionais. Fazíamos um circuíto pela casa e cronometrávamos as voltas. O detalhe é que os circuítos sempre incluíam o quarto da mãe dele. Ou seja, a Amy estava lá, tranquila, vendo novela, se penteando, passando creme... e de repente, passava um de nós (eu, ele, Marcio ou Nando), no meio do quarto, que nem um flecha, preocupadíssimos com a velocidade! Nem imagino o que passava na cabeça dela...

Na hora do lanche, o Beto enfiava, de uma só vez, os quatro pães de queijo, ainda fervendo, na boca, dava um gole de coca e, mastigando, dizia: "vambora continuar!"

Quando a chuva apertava e caía impiedosamente, era ligar e dizer: "Vamos?"; "Vamos!" Iamos jogar 'gol dentro da área', no meio das poças, só pra dar aqueles carrinhos de um canto ao outro da quadra do prédio.

Outro detalhe é que o Beto era o único daquela idade que chutava forte com as duas pernas e que me conhecia tão bem, que eu não conseguia driblá-lo (ele vai gostar dessa, com certeza); eu e ele no time, era um alívio e certeza de vitória.

Sempre que nos encontramos ele diz: "minha mãe deixava aquela zona toda... ela é foda", e eu complemento "nossa amizade também é foda!"

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Convidados 1

Hoje inauguro mais uma seção. Nela, convidados vão escrever o que quiserem: histórias, piadas, poesias, causos... é tema livre.
Para inaugurar, ninguém melhor que o Phresidente!!! Isso mesmo, o Phresidente do Ellite F.C. , tradicional time de pelada do Aterro do Flamengo, com quase 12 anos de história (9 deles com a minha presença).
Conheci o filhote de Eurico Miranda, em 2002, na academia: "Oi, sou presidente do Ellite F.C., está aqui o meu cartão, você quer jogar lá?". O Ellite ainda vai ser tema de muita postagem.
Philipe Deschamps, o Ph, escreve, de forma sensacional, a 'coluna do Presidente' (www.ellitefc.com.br - vale conferir) e sempre que pode me homenageia. Chegou a hora de retribuir. Fala aí Phresidente...

"Era o ano de 1993. Aula de matemática. A professora era uma gorda de bigode, incrivelmente lenta, mas gente boa.

Hora do recreio. Peguei a agenda do vascaíno Rony e escrevi MENGO de liquid paper bem na capa.

A aula recomeçou e eu fiquei de olho nele. Ele então levantou calmamente com a aula rolando, foi até a minha mesa sem falar nada, pegou a minha agenda, jogou pela janela e voltou, calmamente, sentando-se na cadeira dele de novo, como se nada tivesse acontecido.

A professora não entendeu nada. Eu levantei, também calmamente, peguei um caderno dele e fiz o mesmo. A turma toda ficou parada olhando.

Ficamos então eu e ele pegando o material escolar um do outro e jogando pela janela. Item a item. Fizemos isso na maior calma possível, ninguém falou uma palavra sequer. O pessoal que estava lá embaixo não entendeu nada e ficou todo mundo olhando pra cima vendo cair agenda, caderno, lápis, mochila, livros, etc...

Quando não tinha mais um lápis pra tacar pela janela, voltamos às nossas cadeiras e sentamos, como se aula fossemos assistir.

A professora balançou a cabeça com ar de reprovação (reprovação que literalmente aconteceria no final do ano pra mim, pro Rony, pro Guedão, pro Chaves, etc...), apontou o dedo pra fora da sala e falou: os dois pra coordenação agora.

Descemos as escadas, recolhemos o nosso material e ... não me lembro mais o que aconteceu. Talvez tenhamos ido jogar bola no campão, felizes da vida por termos que assistir aula de matemática.

Tempos que não voltam mais."

sábado, 16 de janeiro de 2010

flashes 6

Trabalho em grupo. 4 pessoas. O grupo era eu, Tiago Dantas, Rodrigo Queiroz (como sempre) e, dessa vez, o Leonardo (nome fictício). Nem lembro porque o Japa não foi do nosso grupo. O Leonardo era novo no colégio, nerd, tinha cabeção, penteava o cabelo de forma escrota (bom pra botar apelidos) e era cheio de vontades... queria mandar em tudo. A gente aceitava suas ordens, afinal, ele ia fazer todo o trabalho. Ele determinou o dia, a hora e o local: a casa dele. Chegando lá, era uma frescurada do caramba. Não pode fazer isso, não pode mexer aqui, olhar alí...tava enchendo o saco! De repente ele saiu do quarto e demorou a voltar... nem pensamos, enquanto um ligava pro tele-sexo, o outro fuçava o armário... até que... um achado: o cara era escoteiro e estava com toda a roupa no armário. Vestimos as peças (lenço, chapéu, bandeira, cinto, broches, pulseiras...) e aguardamos ele chegar. Quando ele entrou no quarto, enfileirados, emendamos: "Mar-cha soldado, ca-be-ça de pa-pel, quem não marc..." O cara começou a chorar, ficou vermelho de ódio: "Sai da minha casa, some daqui, cambada de filho da puta, vou fazer o trabalho sozinho, vocês vão tirar zero!!!" Saímos. No dia seguinte, o colégio inteiro estava sabendo. O cara foi zoado. Mas depois parou de ser babaquinha, foi gente boa e virou amigo de todo mundo. Esse sim é o espírito do escoteiro. rs

flashes 5

O Igor Yamane tinha voltado dos Estados Unidos e trazido um spray de pimenta. Era a grande novidade da época. Colégio é assim, ninguém é chamado apenas pelo nome, todo mundo é conhecido por nome e sobrenome (exemplo, meus grandes amigos eram Rodrigo Queiroz e Tiago Dantas), ou só pelo sobrenome quando o nome era muito comum e o sobrenome diferente. Tinham ainda aquelas peculiaridades, tipo Phelipe com 'ph' ou Thiago com 'h'. A gente não esquece por causa da chamada. Bom, ele passou o dia inteiro tirando onda com o tal do spray. Que o spray cegava; que o spray fazia o cabelo cair; que o spray matava; que o spray transmitia aids; que o deixava brocha, enfim, ele e o spray eram as coisas mais importantes do mundo. Ninguém podia encostar. Tava enchendo o saco! Final do dia, aula de história, ele finalmente me empresta o spray. Fiquei imaginando tudo que poderia fazer com aquele negócio. Não resisti e soltei, de leve, a primeira sprayzada... ... Nada. "Será que esse troço não funciona?" Soltei a segunda, mais forte, e emendei logo a terceira, bem poderosa! Segundos depois, a sala toda começava a tossir e coçar os olhos, inclusive o professor! Sempre tem um bando de asmáticos... esses, então, quase morreram... Todo mundo começou a correr pro corredor... só nesse momento tive noção da merda que tinha feito. Pensei: "Será que isso realmente mata????" No meio da confusão devolvi a arma ao dono, fingi que estava tossindo e saí da sala. Ele levou toda a culpa, foi direto pra coordenção, seus pais foram chamados etc. Depois, falei pro Japa: - "Quer que eu assuma? Eu me viro!" - "Não, tá tranquilo, já passou, foi divertido..." Ufa! Ainda bem porque eu ia tomar um belo esporro... a pimenta ia ser nos meus olhos...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

flashes 4

Ganhei as três primeiras lutas. Não conta pra ninguém mas o nível da competição era muito fraco. Na semi-final enfrentei um cara da minha academia. Estava exasuto. No meio da luta falei pra ele: - "Quem vencer tem que representar bem a academia..." - "Beleza, não importa quem vai ganhar, somos amigos", respondeu ele -"É isso aí, nossa acad..." na surpresa, emendei um golpe e ganhei a luta. Fui desleal. Estava na final. Na final, me aparece um sujeito gigante, mistura de Junior Baiano com Vitor Belfort. Quase fui reclamar com os organizadores... mas falar o quê se eu tambem tinha o rabo preso: eu estava 1kg acima dos 58 permitidos para a categoria. Sacanagem, se eu estava acima do peso, imagina esse cara que era bem mais alto e mais forte do que eu?!?!?! Estava me cagando de medo! "Que que eu tô fazendo aqui... Não quero mais lutar... Que vontade de ir embora..." Ele dominava totalmente a luta; eu estava entregue e só esperando o tempo passar pra ir embora pra casa e nunca mais me meter a besta. Afinal, ser segundo colocado no campeonato carioca de luta livre já estava bom, dava pra gastar uma onda com os amigos... De repente, nem lembro como, encaixei o meu melhor golpe nele: o triângulo. Pensei: "é agora que eu mato esse filho da puta!!" Se esse cara sair desse golpe, vai me destruir!!! Quando ele já estava conseguindo sair... o juiz separa a luta e levanta meu braço: fui campeão!!! - "eu não desisti, eu não desisti" gritava ele - "desistiu sim!!! sou campeão!!!" gritei eu, com minhas últimas forças A verdade é que ele não desistiu e o juiz se confundiu... fui campeão, fui embora pra casa e espero nunca mais encontrar esse sujeito pela frente

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

problema bom; problema ruim

tem gente que tem a cabeça tumultuada tem gente que tem problemas quem tem a cabeça tumultuada transforma tudo em problema problemas são inerentes à nossa vontade cabeça tumultuada é um problema problemas são feitos para serem resolvidos pare de inventar problemas problemas nos fortalecem nossos problemas não são tão grandes quanto imaginamos enfrente seus problemas simplifique seja positivo

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Excelências à parte 2

Sinval, síndico, cobrava uma dívida de R$ 50.000,00 do condomínio, oriunda de empréstimos que ele alega ter feito, durante sua gestão, para pagar as contas do condomínio. Esquisito...
Quando os condôminos souberam disso, desesperados, compareceram em peso à assembleia de eleição de síndico para eleger Geremário, e, se possível, matar Sinval.
Da mesma forma que o guloso quer chegar logo na sobremesa e o tarado pula as preliminares, os condôminos saíram aprovando todos os tópicos que tinham antes da eleição de síndico, na ânsia de chegar logo na votação, para terem o prazer de mandar Sinval para aquele lugar...
Claro que Geremário, agora eleito, e com a aprovação de todos os condôminos, não pagou a dívida.
Então, Sinval foi à juízo cobrá-la. Resultado do julgamento: Ganho de causa pro Sinval; o condomínio tem que pagar a dívida!!!
Porque??? A atitude do Sinval não é ilegal, mas é suspeita (essa até o Sarney concorda...) sendo suspeita, fica sujeita a anulação ou confirmação do interessado: o próprio condomínio.
Lembram a questão do guloso e do tarado? Então, sem perceber e no calor da emoção, os condôminos, na assembleia, aprovaram as contas do Sinval e a previsão de gastos que o Geremário teria na nova gestão. Nelas estavam incluídas a concordância e o pagamento da dívida!!!
Realmente brasileiro não sabe votar...

domingo, 10 de janeiro de 2010

flashes 3

Voltava chateado pro vestíário, afinal, tinha feito um bom teste. Fiz até um gol de penalti. Se o babaca do treinador não tivesse olhando pro céu, de costas ou conversando o tempo todo, de repente eu, e meu camarada Paulão, teríamos passado na peneira do juvenil do Botafogo. O mais surreal é que ele não deu resposta pra ninguém... simplesmente virou as costas e foi embora. Esperamos um tempão e imaginamos que fomos todos reprovados! Fazer o quê? Teste é assim mesmo, temos que aturar esses frustrados... Chegando no vestiário, cadê minha roupa????? Só faltava essa... ROUBARAM!!! Além de reprovado, tive que voltar pra casa suado, de colete, meião e chuteira. O dirigente me falou: "Aqui não some nada; ou essa roupa aparece ou você será ressarcido..." Tá bom, fazer o quê? Quinze dias depois o André (que jogava lá e me arrumou o teste) me liga dizendo pra eu voltar lá que eles me pagariam a roupa. Ao chegar, tive a informação que o babaca do treinador tinha sido demitido. Não pensei duas vezes, e ao me reunir com o dirigente, falei: "troco qualquer indenização por uma nova oportunidade!!!" Três treinos depois, eu estava contratado pro time juvenil do Botafogo!!!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

flashes 2




- "que que houve, meu filho, tô te vendo aflito"

- "amanhã tem campeonato aqui no condomínio, estamos jogando mal, queria muito ganhar..."

- "é mesmo... então deita aí, feche os olhos e siga meus comandos."

Pedido atendido.

- "agora, visualize o campo... coloque todos os jogadores em suas posições..."

Assim foi feito:Rafael no gol; Beto na zaga; eu e André no meio e Samy na frente.

- "coloque uma luz bem forte nos pés de cada um e nas mãos do goleiro também..."

...

- "imagine que vocês estão defendendo muito bem e fazendo muitos gols..."

zzzzzzzzzzzzz...

No dia seguinte, após o campeonato:

- "E aí, como é que foi?"

- "Mãe, fomos campeões, deu tudo certo, nosso time estava iluminado!!!"

Remédio de mãe não falha...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Flashes 1


Vou começar outra seção, esta inspirada (ou copiada) no meu amigo Taiyo Omura, que lançou a seção 'lembranças'. Vou contar passagens da minha vida, sem começo nem final. Como uma foto que você vê e lembra do momento... Vocês vão entender.

"No primeiro jogo do returno (pós férias) fiquei no banco de reservas e nem entrei. Vencemos. Não entendi nada, pois estava com moral, tinha até propostas para sair do Coria-Espanha.

No domingo seguinte era clássico contra o Plasencia, nosso maior rival. Certeza de casa cheia, ótima oportunidade. Então, na reapresentação, terça-feira, impulsivamente (o que era normal), fui cobrar do treinador minha vaga de titular.

"- Porque saí do time, se estava tão bem?"
"- Por questões técnicas" respondeu.
"- Não tem nenhuma retaliação pelo atraso no retorno das férias ou pelas propostas que recebi?"
"- Não!"
"- Então, se eu jogar bem, volto pro time?"
"- Sim! Quero ver fazer, discurso pra mim não serve pra nada!"
"- Então aguarde!" desafiei, confiante!

Treinei como um leão. No dia do jogo ele disse "quero ver". Fui pro banco mas com a certeza que entraria no decorrer da partida e que resolveria aquele jogo.

Casa cheia; jogo duro; 0 a 0; chuva rala; 10 minutos do 2º tempo eu entro. Confiante, na primeira bola, driblo um e deixo meu companheiro na cara do gol. UUUUUHHH... olho para o treinador e ele aplaude. 

"Hoje é meu dia", pensei; No segundo lance, roubo a bola e sofro falta.

Quando fui pegar a bola, o adversário chutou minha mão e eu pisei no pé dele como revide. Cartão vermelho direto, só pra mim!!! Perdemos por 1 a 0, gol de penalti no final. Como o àrbitro sumulou minha atitude como agressão, ainda peguei um mês de suspensão.

Me ferrei de verde e amarelo em terras espanholas..."

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Excelências à parte 1


Direito é muito interessante, o que estraga são as insuportáveis ‘Excelências’, ‘data venias’ etc, para comprovar, vou lançar alguns causos que vi, ouvi, participei... mostrando que tirando as 'Excelências', o direito lida com a verdade pulsando, no melhor estilo ‘a vida como ela é’! É claro que os personagens são fictícios.

Vamos ao primeiro caso. Dois irmãos gêmeos, João e Maria, na faixa dos 15 anos, prestaram um exame para estudar o segundo grau num colégio público muito concorrido.
 
Apenas João foi aprovado. Maria então ingressou com uma ação pedindo para também ser aprovada sob o fundamento de que seria muito prejudicial para o seu desenvolvimento estudar separada do irmão; disse também ser constrangedor ver João estudando num colégio forte, enquanto ela estudaria em um de nível inferior. Juntou laudos médicos para comprovar. Conseguiu uma liminar e começou a estudar junto com seu irmão.
 
Quase dois anos e meio depois, faltando 4 meses para terminar o segundo grau, a ação foi ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para decidir, de forma definitiva, se Maria terminaria seus estudos no colégio público ou se a liminar seria cassada, fazendo com que ela saísse da escola. Vale lembrar que os processos demoram. Ao assistir o julgamento pensei: será que se João casar, Maria tem que casar também? Se é tão perigoso assim para um irmão assistir o outro passar, porque esses pais mandaram os filhos fazerem uma prova tão constrangedora? Se é tão constrangedor assim, porque os pais não tiram João da escola, preservando a integridade de Maria? E se fossem quadrigêmeos, uma prova valeria por quatro, e outros três candidatos perderiam a vaga para os trigêmeos do irmão que passou ?
 
Imaginem se o Justus tivesse um irmão gêmeo, teríamos que aturar dois especiais de natal por ano? Melhor nem pensar. Por outro lado, faltavam 4 meses para ela se formar; próximo ao vestibular. Momento de dificil decisão para um adolescente.
 
Onde ela conseguiria outra escola nesta altura? Não seria muito mais constrangedor tirá-la do que mantê-la, depois de dois anos e meio estudando na mesma escola, provavelmente adaptada? Vale lembrar que foi a justiça que colocou ela lá, através da liminar. Voltando ao julgamento. Tribunal lotado. Os advogados, do colégio e da Maria, travaram uma batalha sangrenta - de fazer inveja à Vera Verão de 'A praça é nossa' (ÊÊÊpa, bicha não, eu sou quase mulher... ) -, os pais dos meninos estavam presentes no plenário, a mãe soluçava de tanto chorar, o pai quase infartando... enfim, todo o cenário armado para convencer os desembargadores, que declararam a VITÓRIA da Maria!
A injustiça com o colégio/Estado/sociedade e com os demais concursados, acabou virando justiça no caso concreto, diante do quadro que se apresentava.